Textos de Jorge Menezes

O PROBLEMA É A FALTA DE PRODUTIVIDADE!

 

Jorge Menezes

Dez/2015

 

 

A pessoa chegou para mim e disse:

— Meu forte é ter ideias! Eu sou um projetista!, ao que perguntei:

— Do quê? O que você tem feito, concluído?

Ao perceber que precisava intervir de forma direta para evitar que ele se perdesse ainda mais, eu disse:

— Na verdade, você é um procrastinador! Desconhece que sem sentido determinado para vencer, nunca tem um foco claro e desiste! Sem um foco claro, é fácil se distrair.Lembre-se de que quem nada conclui não é de nada mesmo!

 

Para vencer a procrastinação, ao declarar que vai fazer, faça mesmo! Cumpra horários, pois quem não tem disciplina se perde em meio à bagunça de sua vida. Compromisso é qualidade indispensável aos vencedores. Faça logo o que talvez não seja tão agradável assim, senão acabará não fazendo. E não venha com desculpas para si mesmo, porque sempre dá para fazer! Quando começar uma tarefa, defina um objetivo, sinta orgulho de sempre concluir, de ser pessoa vitoriosa. Acorde mais cedo para fazer o que é mais importante para você. Seja proativo com a velocidade. Não perca tempo com distrações! Olho vivo principalmente nas distrações eletrônicas, porque o futuro mostrará um monte de viciados em distrações e zerados em realizações. Ande mais rápido, fale mais rápido, digite mais rápido, vá mais cedo para casa. Em meio a toda essa agilidade, não se esqueça de respirar mais devagar. E saiba que isso é possível sim.

Acabe com a procrastinação ao agir imediatamente a determinação do objetivo.

Identifique um novo hábito que deseja ter, sinta orgulho dele e se comprometa a mantê-lo durante, pelo menos, sessenta dias seguidos.

Para quem consegue dar conta de muitas coisas, algo muito necessário hoje em dia, algo é muito claro: fazer mais coisas em menos tempo é simplesmente uma questão de fazer mais coisas. Quando incorporamos a disciplina como um hábito, é impressionante como ganhamos mais tempo pra fazer as coisas menos agradáveis e as de que gostamos muito também!

 

Um dos resultados disso? Um respirar tranquilo de quem faz o que precisa ser feito. Assim ganhamos mais fôlego para tudo o mais na vida!

 

 

 

 

AS ARMADILHAS DA MENTE

Jorge Menezes

Jan/2016

 

Pessoas ansiosas precisam se acostumar a ficar mais tempo nas coisas, permanecer naquilo que estão fazendo, saber que felicidade e realização podem aumentar “na permanência”. O desafio para essas pessoas está em aprender a acalmar a mente. Acalmar para aproximar o foco, porque a mente é desfocada. Sempre quer o que está distante, nunca fica nas coisas, e o que está perto dela torna-se rapidamente desinteressante.

Enquanto a mente atua, o tempo não rende, a pessoa não realiza. A mente ocupa o tempo e detém o movimento. E, quando não há qualquer movimento, surgem os diferentes graus de depressão, estagnação, falta de projetos realizados, e o tempo não pode ser sentido.

Note que a pessoa ansiosa pensa muito, e o tipo mental nunca percebe o que realiza e, assim, não percebe a beleza do realizar. Não consegue ver aquilo que está muito perto, e isso gera ansiedade, porque, em vez de se focar no que precisa fazer, ela se desvia e só pensa naquilo que ainda não tem e que anseia por ter. Acaba não fazendo o que tem que fazer, o que gera frustração e, por conseguinte, ansiedade.

Qualquer coisa que a pessoa consegue logo lhe parece sem utilidade. A condição é querer o que não tem, e qualquer coisa que a pessoa não tenha lhe parecerá de grande utilidade. Isso é produto do ego, porque a mente é muito o ego, e ele é parte do lado mau das pessoas. Faz com que a pessoa se mova repetidas vezes em direção ao que não tem, e, como não coloca sua atenção naquilo que tem, a vida passa, e ela se perde no tempo. Não há como parar esse processo, a não ser que a pessoa resolva mudar, desejando dar valor ao momento presente. Quando isso começa a acontecer, naturalmente a pessoa passa a ficar mais no agora, e valoriza as belezas que do que a vida lhe oferece para fazer, para sentir. Podemos dizer que fica mais tempo em meditação, porque, como já disse muitas vezes, meditar é estar no agora.

Meditação, como exercício, é algo praticamente impossível para quem sofre com os estado patológicos da mente, mal dos insatisfeitos, mas insistir é a única saída. Primeiro é preciso exercitá-la como prática, com disciplina. Conseguindo meditar em exercícios regulares por sessenta dias, eles se tornam o hábito, e os primeiros resultados na harmonização das ondas cerebrais da pessoa aparecem e já oportunizam as primeiras vitórias, a maior frequência da satisfação.

A mente nunca é um todo; ela é sempre divisora, sempre parte, sempre incompleta. Por isso, para a pessoa excessivamente mental, santo de casa não faz milagre, pois a mente sempre valoriza o que está longe, o que não tem.

A mente não atua através de mecanismos simples. Por isso ela leva o desavisado a errar seguidas vezes. Aí entra a importância da capacidade de meditar, porque a pessoa que medita consegue perceber as armadilhas da mente, porque está mais preparada para prestar atenção ao momento presente. Assim, tão logo a mente tente lhe pregar uma peça, ela logo percebe.

Combinado, então. Quando conseguimos calar a mente, temos o todo à nossa disposição, estamos integralmente naquilo que vemos e que temos.

 

Quando a pessoa é um todo, ela é sagrada, “seMente", “sem a mente”. Assim, meditação é um estado de “não Mente”. Assim precisamos viver o agora, estando e repetindo para nossos pensamentos que estamos mais e mais conscientes, pois fugimos do estado “deMente", onde qualquer coisa que se tente fazer é inatingível, em função da manipulação da mente, do ego. Por outro lado, quando estamos no agora, estamos em meditação, e nos tornamos eternamente satisfeitos.





O SER AUTÊNTICO E O SER PURITANO

Jorge Menezes

Nov/2015

 

Neste texto, vamos falar sobre o ser puritano, ele que, ao contrário do ser autêntico, não vive sua verdade interior.

O puritano age condicionado por aquilo que pensa formar modelo humano ideal. Por ter a necessidade de se mostrar perfeito, não consegue relaxar para viver sua real natureza. Pode até não saber, mas, na verdade, é inseguro, condicionado e esconde essas características em seu comportamento puritano. Reprova certas condutas que considera não puras, condutas essas que, no entanto, a ninguém prejudicam.

A pessoa puritana se imbui de um severo código de moral que, na verdade, encobre seu preconceito, sua fragilidade social, seu repúdio à natureza do corpo e talvez até o medo de deixar que percebam algo de condenável em sua natureza. Nesse sentido, reprova e repreende qualquer expressão de sensualidade ou de sexualidade, sempre para manter, de acordo com seus critérios, e a todo custo, uma aparência respeitável. Considera-se a pessoa mais correta do mundo e, além disso, guardiã da moralidade alheia, o que revela sua grande necessidade de se mostrar melhor do que os outros.

Muito mais feliz, o ser autêntico respira inteiro, por ser verdadeiro, legítimo, por não se preocupar com o que possam pensar a seu respeito. Não deixa dúvidas em relação a quem é. Possui brilho nos olhos, alma integral, real, positiva. Não julga o outro ou seu comportamento, pois sabe que tudo tem uma razão de ser.

A ideia deste texto é mostrar que é possível experimentar grande bem-estar, a partir do momento em que passamos a nos compreender, a nos aceitar e a viver o propósito de nosso espírito, sem tentar aparentar ser o soldadinho do passo certo.

A expressão “ser autêntico” significa ter um comportamento natural, sem condicionamento nem falsa moral, ser seguro com as características específicas que passam paz às pessoas e não constrangimento, mesmo mental.